Nesses tempos bicudos em que estamos vivendo, em que a pregação recorrente é que o cristão só tem direitos, que ninguém pode levar o que é seu, que ele tem que "tomar posse" de todas as bênçãos, que Deus tem que "honrá-lo" com riquezas numa espécie de "contrato" em que o Senhor entra com os bens e o ser humano com os "decretos" e "determinações", e que a prosperidade é o selo que identifica o crente, é sempre muito bom voltar no tempo e verificar como os Pais da Igreja tratavam do tema. São João Crisóstomo (349-407), bispo de Constantinopla num curto período entre 397 e 404, quando foi deposto por intrigas com o clero e a imperatriz Eudóxia, foi um dos mais importantes teólogos e escritores do início da Igreja Cristã, deixando-nos uma enorme obra que nos permite compreender quais eram as linhas centrais da doutrina dos primeiros séculos do cristianismo. Nas suas homilias sobre a Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, Crisóstomo comenta sobre como o cristão devia se portar em relação ao dinheiro e aos seus direitos quando fosse lesado ou injustiçado, ensinando um comportamento muito diferente do que vemos e ouvimos nos púlpitos hoje em dia.










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