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Cristologia

Jesus: Yaweh nossa Justiça

A doutrina de Cristo é uma doutrina central no cristianismo: Não é possível falar de Cristianismo sem Cristo. Para fundamentar essa doutrina nada melhor do que recorrer às escrituras como alicerce das nossas convicções sobre Cristo, antes de qualquer doutrina formalizada.

É bem verdade que muitas são as pessoas que tratam da doutrina como anterior as Escrituras e defendem ideais lógicos, mas não verdadeiros diante das escrituras. Esse equívoco percorreu a história do cristianismo, especialmente no que se refere a doutrina da Divindade de Cristo. Diversos movimentos heréticos perverteram as escrituras ao retirar de Cristo qualidades divinas claramente ensinadas pelas escrituras.

 

A Relevância dos Milagres de Cristo para Cristologia do Novo Testamento

Milagres de Jesus

Milagre é o ato especial de Deus que interrompe o curso natural dos eventos”

Norman Geisler, Enciclopédia de Apologética. Pp.555

O termo milagre, segundo ordinária definição, designa um acontecimento que contradiz as leis da natureza. Esta definição e as inúmeras histórias de milagre não verificadas em todas as religiões tornaram o termo enganador e perigoso para o uso teológico”

Paul Tillich, Teologia Sistemática. Pp.102

Faço uso da palavra milagre para indicar uma intervenção na natureza mediante poder sobrenatural. A não ser que exista, em adição à natureza, algo mais que possamos chamar de sobrenatural, não pode haver milagres”

C.S. Lewis, Milagres. Pp.6

Milagre é um gênero menos comum da atividade divina, pela qual Deus desperta a admiração e o espanto das pessoas, dando testemunho de si mesmo”

Wayne Gruden, Teologia Sistemática. Pp.286

O desenvolvimento humano de Jesus

menino jesus no templo 2

O mais fundamental ganho que temos, contudo, da figura de Lucas do desenvolvimento humano de Jesus é a garantia que ela dá para nós da verdade e realidade da humanidade de nosso Senhor. É, de fato, o que Ireneu tem em mente na passagem que nós temos citado dele. As palavras que imediatamente precedem aquelas são: “Ele não parece uma coisa enquanto ele era outra, como aqueles afirmam, os que o descrevem como sendo um homem apenas em aparência; mas o que ele era ele também parecia ser. Sendo um Mestre, então, ele também possuía a idade de um Mestre, não desprezando ou evitando qualquer condição da humanidade, nem deixando de lado em si mesmo aquela lei que ele apontou para a raça humana, mas santificando cada idade pela idade que correspondia àquela que ele mesmo teve”. Pareceria impossível ler a linguagem de Lucas e duvidar da real humanidade da criança cujo avanço à idade adulta ele está descrevendo – avanço junto com cada elemento de seu ser – físico, intelectual e espiritual – igualmente.

A eterna geração do Filho

A doutrina da eterna geração do Filho tem passado por tempos difíceis. A maioria dos relatos entre os eruditos evangélicos e reformados parece ser que a doutrina é especulativa, um vestígio dos modos de pensamento helenístico aos quais os pais da era nicena estavam infelizmente endividados. Famosos teólogos como Calvino, Warfield e Van Til questionaram a tradicional linguagem do credo niceno e tentaram reformular a doutrina de uma forma que evitaria qualquer indício do Filho sendo derivado do Pai.

Celso e a Historicidade de Cristo

Aurelius Cornelius Celsus

Celso foi um filósofo grego neoplatonista opositor do Cristianismo do segundo século que escreveu seu principal ataque pouco depois de Luciano ter escrito The death of Pelegrinus. O seu trabalho ficou conhecido como o primeiro escrito, dentre os que conhecemos hoje, que ataca o cristianismo: The True Word. Sua principal tese é demonstrar que Jesus Cristo não era de Deus, mas em nenhum momento Celso atacou a historicidade de Cristo.

Cornélio Tácito e a Historicidade de Cristo

Tácito

Cornélio Tácito é reconhecido pela história como governador da Ásia e historiador. Robert E. Van Voorst o considera como o maior historiador Romano, embora não se saiba muito sobre sua família, cidade de nascimento e ocasião da morte. (VOORST, Robert E. Jesus outside the New Testament: An introduction to the ancient evidence. Eedermnans, 2000, pp.39). Ele escreveu um livro chamado Histórias no qual trata dos eventos e acontecimentos romanos entre 69-96dC, e é fonte de muitos dos acontecimentos de Galba, Otho, Vitélio, Vespasiano, Tito e Domiciniano. Esse livro teria sido escrito em 20 diferentes volumes dos quais apenas os quatro primeiros sobreviveram juntamente com fragmentos do quinto volume.

Suetônio e a historicidade de Cristo

Suêtonio

Gaio Suetônio Tranquilo foi um historiador romano que também deve ser lembrado na pesquisa sobre a historicidade de Cristo. Gary Habermas em seu livro The Historical Jesus, afirma que "pouco se sabe sobre ele, exceto que ele era o secretário chefe do Imperador Adriano (117-138 dC) e que tinha acesso aos registros imperiais" (HABERMAS, Gary, Historical Jesus, College Press, 1996; pp.190).

Mara Bar-Serapião e a Historicidade de Cristo

Sócrates

Mara Bar-Serapião era um filósofo estoico da província romana da Síria que tornou-se amplamente conhecido em função de uma carta que teria escrito a seu filho, também chamado Serapião, que segundo Robert E. Voorstpor fora escrita volta do ano 73 dC. Em função dessa carta tornou-se uma das primeiras referências não judaica e não cristã a se referir a Jesus Cristo. Ela foi publicada pela primeira vez no século XIX por Willian Cureton, que acreditava que Mara Bar-Serpaião era cristão sofrendo perseguição, opinião que os mais recentes acadêmicos rejeitam veementemente.

Talmude e a Historicidade de Cristo

Talmude

Talmude é a transliteração da palavra hebraica que significa "instrução, aprendizado", proveniente da raiz do termo que significa "ensinar" ou "aprender". O Talmude é composto por dois diferentes compêndios: (1) com a produção de citações anteriores ao ano 200dC., e provavelmente posteriores a 70dC., é conhecida como Mishná; (2) com a produção possivelmente posterior ao ano 500dC, que é conhecida como Gemará, que nada mais é do que o comentário à Mishná.

Talo e a Historicidade de Cristo

Carta aos Romanos

Talo é normalmente reconhecido como um antigo historicista samaritano que escreveu em grego koinê, possivelmente entre 50 e 55dC. Sabemos isso em função da menção de Julio Africano (Fragments, XII), Lactantius (Divine Institutes, XIII), Teófilo (To Autolycous, III, XXIX), Tertuliano (Apology, X), Justino Mártir (Horatory to address to the greeks, IX; todos alistados em: ROBERTS, Alexander, DONALDSON, James, Ante-Nicene Fathers) e Flávio Josefo (JOSEFO, Flávio, História dos Judeus – CPAD, 2000, pp.424), pouco depois de sua controversa citação de Jesus Cristo.

Luciano de Samosata e a Historicidade de Cristo

Luciano de Samosata

Luciano de Samosata foi um escrito sírio que escrevia em grego ático e em suas obras aproveita para tratar com escárnios e sátiras o cristianismo e o seu fundador, Jesus Cristo. Poucos detalhes da sua vida são facilmente verificáveis, inclusive, suas próprias palavras em relação a si mesmo são aparentemente controversas: Ele se denomina sírio, assírio e bárbaro, o que Keith Sidwell entende com uma evidência de que Luciano seria um daqueles moradores de Samosata provenientes da população genuinamente síria, e não grega (SIDWELL, Keith, Introduction to Lucian, Penguin Classics, 2005 p.xii).

Plínio e a historicidade de Cristo

Plínio

Gaio Cecílio era filho de Lúcio Cecílio Cilo e nasceu em Novum Comum por volta do ano 61 dC. Sua mãe, Plínia Marcella era irmã de escritor e famoso enciclopedista Plínio, o Velho, a quem e Gaio a tal ponto admirava que sobre ele escreveu no livro conhecido como Naturalis Historia. Como seu pai morreu quando era jovem, Gaio possivelmente tenha vivido boa parte de sua infância e juventude com sua mãe.

Josefo e a Historicidade de Cristo

Flávio Josefo

Flávio Josefo é considerado como um dos maiores historiadores judeus de sua época, e além de escrever sobre a História dos Judeus e suas guerras, também escreveu sua autobiografia, na qual se descreve como filho de Matias o sacerdote judaico, nascido em Jerusalém, instruído pela torá e adepto do farisaísmo (JOSEFO, Flávio, História dos Judeus – CPAD, 2000, pp.476-495). O seu testemunho é importante, pois é provavelmente o único relato sobrevivente de uma testemunha ocular da destruição de Jerusalém.

A Pessoa de Jesus Cristo

Jesus Cristo

O assunto que a igreja primitiva enfrentou é o mesmo que ela tem enfrentado desde então. É irresistivelmente evidente que Jesus de Nazaré foi de muitas formas inteiramente diferente de qualquer outra pessoa. Explicar esta diferença foi um enigma para aqueles que O ouviram e para os pais da igreja dos primeiros séculos. Conseqüentemente, a igreja primitiva estava cheia de especulações sobre a natureza e pessoa de Jesus. O que se segue é uma breve visão geral das opiniões que têm sido sustentadas.

Jesus na Oração cristã primitiva

Jesus orando

Em postagens anteriores eu dei resumos concisos do tema de minhas palestras como visitante na Rice University e uma das duas palestras na Houston Baptist University. Nesta postagem eu quero resumir a outra palestra da HBU: “O lugar de Jesus na Oração Cristã primitiva e seu Significado para a Identidade cristã primitiva”.

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