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Silas Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9

Uma análise da interpretação de Silas Malafaia de 2 Coríntios 9, para avaliar se a passagem fala realmente de dízimos e ofertas.

Share Teologia da prosperidade

Um dos assuntos mais polêmicos no meio evangélico brasileiro é a teologia da prosperidade. E entre as várias polêmicas, um personagem que se destaca certamente é o pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Em uma Santa Ceia comemorada com sua igreja, o pastor pregou uma mensagem intitulada “Uma vida de prosperidade”, baseada no texto de 2 Coríntios 9. Ela dá uma boa perspectiva de como um defensor da teologia da prosperidade se aproveita do texto bíblico para defendê-la.

O pastor está plenamente convencido que este texto ensina claramente a teologia da prosperidade, chamando-o de “o melhor compêndio sobre o assunto”. Sua confiança é tanta, que recentemente em seu programa televisivo Vitória em Cristo, ele anunciou um desafio aos seus críticos1. Ele os desafiava a responder biblicamente aquilo que ele pregou ali.

Da mesma forma, em vários momentos em sua pregação, ele repetiu aquilo que disse no início:

Eu queria que você fizesse 3 coisas. Não apenas comigo... Não apenas comigo... Mas isto fosse para você um lema, sobre tudo que você escuta. Faça estas 3 coisas: Duvidar, criticar e determinar.

Não apenas isto, mas ele ainda diz na mesma mensagem:

Você não pode receber aberto, direto, uma palavra, sem você antes analisá-la.

Aparentemente sua interpretação do texto é tão clara que qualquer um que o examine chegará às mesmas conclusões. E aparentemente nem os críticos de Malafaia seriam capazes de responder aquilo que ele pregou nesta mensagem.

Neste presente texto, aceitamos o convite feito pelo pastor. Não o convite ao desafio, que não faz o menor sentido, mas sim à análise do texto em questão. Afinal de contas, este texto realmente fala sobre ofertas à igreja? Este texto fala sobre prosperidade, assim como é entendida pelos defensores da teologia da prosperidade?

O tema de 2 Coríntios 9

É verdade que o texto de 2 Coríntios 9 fala de ofertas. Mas a pergunta que devemos fazer inicialmente é, que tipo de ofertas estamos tratando neste texto? E este tipo de pergunta naturalmente nos leva à análise do contexto. Somente entendendo o assunto tratado por Paulo nesta parte de sua carta é que nos será possível avaliar o significado de “oferta” aqui.

Paulo então começa a tratar do tema das ofertas no capítulo 8. Ali Paulo lembra o exemplo da Macedônia:

(2Co 8:3) Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente,

(2Co 8:4) pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos;

O tema do ato voluntário na doação será novamente mencionado por Paulo no capítulo 9, e será bastante enfatizado pelo pastor Malafaia. O pastor considera isto como uma característica do verdadeiro ofertante. Mas embora estes versículos – à primeira vista – possam se encaixar muito bem na pregação dele numa análise rápida e superficial, o contexto indica uma mensagem muito diferente, como podemos ver dos dois versículos anteriores:

(2Co 8:1) Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia;

(2Co 8:2) como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade.

Qual é a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia? Aqui Paulo não cita nenhuma das sugestões que Malafaia faz ao tratar da graça de Deus na vida do ofertante. A riqueza aqui é de generosidade. Eles eram pobres, mas mesmo assim generosos. Esta foi a graça dada por Deus a eles.

Mas esta generosidade não era para com a igreja local ou para suprir os desígnios particulares dos seus pastores. A generosidade é para com os santos, como Paulo relata no versículo 4. Quem são estes santos? As igrejas da Macedônia e de Corinto estavam organizando doações para os irmãos pobres em Jerusalém:

(Rm 15:25) Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos.

(Rm 15:26) Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.

(Rm 15:27) Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais.

(Rm 15:28) Tendo, pois, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha.

Assim, Paulo aqui está se referindo à coleta feita para ajudar os irmãos pobres de Jerusalém comentando com os coríntios como eles eram generosos pela graça de Deus. E então devemos observar aqui que Paulo reconhece que os coríntios eram ricos em tudo. No entanto, sua descrição não inclui nada que foi mencionado na mensagem do pastor Malafaia:

(2Co 8:7) Ora, assim como abundais em tudo: em fé, em palavra, em ciência, em todo o zelo, no vosso amor para conosco, vede que também nesta graça abundeis.

Paulo exorta aos coríntios aqui a serem ricos em generosidade também, ajudando também os pobres em Jerusalém. Como podemos ver no início deste capítulo, abundar não está ligado a melhorias materiais e emocionais, ou relacionado a mais vitórias espirituais. E riqueza aqui nem sempre está ligada a bens materiais. De fato, Paulo aqui emprega os termos rico e pobre para falar da glória e humilhação de Cristo, bem como nossa Salvação:

(2Co 8:8) Não digo isto como quem manda, mas para provar, mediante o zelo de outros, a sinceridade de vosso amor;

(2Co 8:9) pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.

Mas Paulo toca neste assunto das contribuições exatamente por que a igreja de Corinto se prontificou a ajudar também, como ele mesmo diz:

(2Co 8:10) E nisto dou o meu parecer; pois isto vos convém a vós que primeiro começastes, desde o ano passado, não só a participar mas também a querer;

(2Co 8:11) agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes.

(2Co 8:12) Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem.

Observem aqui que Paulo diz para eles contribuírem segundo o que possuem. Ninguém é incentivado a dar mais do que puder para ajudar. Este ponto revela algo importante na concepção de Paulo sobre a ajuda ao pobre e que ele diz mais claramente nos próximos versículos:

(2Co 8:13) Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós,

(2Co 8:14) mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância deles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade;

(2Co 8:15) como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou.

A oferta tem que ser feita de tal forma que não haja prejuízo para ninguém. Não deve ser centralizada a benefício de uma pessoa ou um grupo reduzido, sob qualquer pretexto... Ninguém deve ajudar a aliviar uma pessoa, enquanto se coloca em uma posição de aperto. Se todo este texto puder ser aplicado às ofertas na igreja, isto não significaria que a igreja também é responsável em partilhar seus bens em abundância com os membros mais pobres? O pastor que compra jatinhos não deveria antes buscar a igualdade entre seus membros? Já que o pastor Malafaia evoca a lei da semeadura em sua mensagem, poderia adicionar esta citação que Paulo faz aqui, mencionando que aquele que semeia muito e por consequência colhe muito, também não tem sobra... Ele compartilha e generosamente reparte os seus bens com os irmãos necessitados.

E assim, Paulo continua o texto apresentando os irmãos que ele enviou adiante, entre eles Tito. Terminadas as apresentações, Paulo passa para o capítulo 9, que é o texto que pretendemos analisar aqui.

O texto de 2 Coríntios 9

Paulo então termina o capítulo anterior apresentando os irmãos que ele enviou adiante, para conferir as ofertas. Alguém poderia pensar que esta atitude revela certa desconfiança de Paulo e é por isto que o apóstolo esclarece bem este ponto no início do capítulo:

(2Co 9:1) Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;

(2Co 9:2) porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.

(2Co 9:3) Mas enviei estes irmãos, a fim de que neste particular não se torne vão o nosso louvor a vosso respeito; para que, como eu dizia, estejais preparados,

(2Co 9:4) a fim de, se acaso alguns macedônios forem comigo, e vos acharem desaparecidos, não sermos nós envergonhados (para não dizermos vós) nesta confiança.

(2Co 9:5) Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.

Então a intenção de Paulo era garantir que as ofertas já estivessem prontas quando ele chegasse, pois temia que a preparação apenas no momento da sua chegada desse a entender para qualquer pessoa que pudesse acompanhá-lo, que as ofertas não haviam sido doadas voluntariamente.

Malafaia faz algumas citações desta primeira parte em sua pregação. Ele cita o versículo 2 para mostrar como o verdadeiro ofertante deve ser. E embora a oferta referida no texto não esteja falando exatamente de dízimos e ofertas, devemos concordar que a prontidão em servir é algo inerente ao ofertante cristão.

No entanto, a forma que Malafaia trata o versículo 4 está completamente errada. Ele primeiro pergunta, “O que é a oferta?”, respondendo depois com a citação da última parte do versículo: “firme fundamento de glória”. Ele usa o texto da Almeida Corrigida e Fiel em suas citações, e no versículo 4 o texto diz:

(2Co 9:4) A fim de, se acaso os macedônios vierem comigo, e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos vós) deste firme fundamento de glória.

No entanto, a glória de que Paulo está falando não é a glória de Deus aqui. Ele está fazendo referência aqui à prontidão dos coríntios, que era o motivo do apóstolo se gloriar, como ele diz no versículo 2:

(2Co 9:2) porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.

O versículo 3 na Almeida Corrigida Fiel deixa isto mais claro:

(2Co 9:3) Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nesta parte; para que (como já disse) possais estar prontos,

E por isto que na Almeida Atualizada, o versículo 4 fala de “confiança”, não de “fundamento de glória”. Outras traduções bíblicas deixam o significado ainda mais claro. Na Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB), temos:

(2Co 9:3) Eu vos envio os irmãos, a fim de que o orgulho que tenho de vós não seja esvaziado neste ponto e a fim de que estejais realmente prontos, como eu dizia.

(2Co 9:4) Teria receio de que, se macedônios fossem comigo e não vos achassem prontos, esta bela segurança se transformasse em vergonha nossa, para não dizer vossa.

Bíblia de Jerusalém:

(2Co 9:3) Entretanto mando-vos os irmãos, a fim de que o elogio que de vós fiz não seja desmentido neste ponto e para que, como dizia, estejais realmente preparados.

(2Co 9:4) Se alguns macedônios fossem comigo e não vos encontrassem preparados, essa plena confiança seria motivo de nos envergonharmos - para não dizer: de vos envergonhardes.

Bíblia do Peregrino:

(2Co 9:3) Eu vos envio os irmãos, para que nosso orgulho por vós nesse ponto não acabe infundado. Portanto, como vos dizia, estai preparados.

(2Co 9:4) Pois, se chegam comigo os macedônios e vos encontram despreparados, nós, para não dizer vós, ficaremos decepcionados em nossas esperanças.

NVI:

(2Co 9:3) Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam,

(2Co 9:4) a fim de que, se alguns macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos.

O sentido do versículo é que se por acaso os macedônios fossem com Paulo e não encontrassem os coríntios em prontidão, como muitos acreditavam e com base em que foram incentivados, todos iriam se envergonhar. Se envergonhariam de ter acreditado que os coríntios estavam assim. Então, Paulo ali não está nem de longe falando da oferta ser fundamento de glória. Esta ideia - fruto de uma tradução antiga, do tempo em que ninguém pensava em deturpar um texto que era então claro para os leitores - nem passou pela cabeça do apóstolo.

No versículo 5, Malafaia destaca dois pontos. O primeiro é feito quando ele explica o que é oferta. Neste ponto, ele destaca a palavra bênção, presente na Almeida Corrigida e Fiel. Para ele, a bênção é “favor divino e meio de felicidade”. No entanto, as bênçãos aqui preparadas são as “vossas bênçãos”, não “as bênçãos de Deus”. Isto quer dizer que aqueles irmãos foram preparar as bênçãos dos irmãos de Corinto para os irmãos de Jerusalém. As bênçãos aqui não são primariamente favores divinos, mas são os favores entre irmãos. Embora haja passagens que falem de Deus abençoando aquele que ajuda os irmãos, o simples uso da palavra bênção em lugar de oferta não implica nesta ideia aqui.

O segundo ponto destacado por Malafaia no versículo 5 é a prontidão. Para ele, a oferta é um ato de inteligência no sentido de que o ofertante tem que planejar aquilo que vai ofertar. Aqui não há ressalvas.

O versículo 6 nos traz uma ilustração muito interessante, baseada na semeadura. É o texto que faz o pastor Malafaia “deitar e rolar”, como ele faz questão de ressaltar em sua mensagem. O que diz o versículo?

(2Co 9:6) Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará,

Há a proporção entre o que é semeado e o que é ceifado, que é chamado pelo pastor de “lei da semeadura”. Ele vê aqui uma enunciação clara daquilo que conhecemos por teologia da prosperidade: aquele que paga mais dízimos e ofertas recebe mais bênçãos de Deus. Seria esta uma leitura válida?

Para avaliarmos isto, continuemos a ler o que é dito no versículo 7:

(2Co 9:7) Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Paulo já tinha exortado os coríntios a serem generosos, como vimos da análise do capítulo 8. No versículo 7 que complementa a ideia do versículo 6, Paulo exorta os coríntios a contribuírem sem tristeza ou constrangimento. Tristeza, por que aquele que contribui pode pensar que nunca mais verá o dinheiro que contribuiu. Quanto a isto, João Calvino fornece uma ótima explicação para a comparação com a semeadura:

6. Digo, porém, isto. Ele agora recomenda a assistência caridosa, usando uma bela comparação em que vincula-a à semeadura. Pois, na semeadura, a semente é lançada pela mão, espalhada aqui e ali, sobre o solo; é sepultada e, por fim, apodrece; de tal modo que, aparentemente, quase nem existe. Dá-se o mesmo com o donativo: o que sai de nós para alguém, parece diminuir o que possuímos, mas o tempo da ceifa virá, quando os frutos aparecerão e serão recolhidos. Pois o Senhor considera o que é doado aos pobres como sendo doado a Ele mesmo, e um dia recompensará o doador com juros fartos [Pv 19.17].

Focalizaremos agora a comparação de Paulo. Ele diz que o homem que é frugal em sua semeadura terá uma colheita tão escassa quanto sua semeadura; mas o homem que semeia generosamente e com as mãos abertas fará, igualmente, uma colheita generosa. Que esta doutrina seja solidamente radicada em nossa mente, a saber: sempre que a prudência carnal nos impedir de fazer o bem por receio de perdermos algo, tenhamos prontamente condições de resistir a tais impulsos, movidos pela lembrança da declaração do Senhor de que, ao fazermos o bem, estamos semeando. É preciso entender esta colheita, seja em termos de recompensa espiritual de vida eterna ou como uma referência às bênçãos terrenas com as quais o Senhor agracia o benfeitor. Pois o Senhor requer esta beneficência da parte dos crentes não só no céu, mas também neste mundo. É como se Paulo quisesse dizer: “Quanto mais liberais venhais a ser para com vosso semelhante, possuireis muito mais ricamente a bênção que Deus derrama sobre vós”. Aqui, novamente, ele usa o termo bênção como oposto de frugal, assim como um pouco antes ele o contrasta com avareza. Tudo indica que a palavra é aqui usada no sentido de liberalidade ampla e abundante2.

Assim, a ilustração da semeadura realmente declara uma proporcionalidade entre doação e bênçãos recebidas. No entanto, esta ilustração foi feita para incentivar os irmãos a se ajudarem mutuamente. Aqui nem passava pela cabeça de Paulo incentivar quem quer que fosse a buscar a prosperidade material egocêntrica.

O versículo 7 é várias vezes citado por Malafaia.

(2Co 9:7) Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Para o pastor, o versículo mostra tanto como é o verdadeiro ofertante quanto os resultados da oferta na vida do ofertante. Como já mencionamos, o versículo exorta a não dar com tristeza, e neste ponto a ilustração da semeadura é muito importante. Aqui ainda nos é dado mais um incentivo à generosidade, onde Paulo nos diz que Deus ama aquele que dá com alegria. Os dois pontos são destacados pelo pastor, no entanto temos que lembrar que aqui, a oferta é a contribuição aos irmãos pobres de Jerusalém. Por outro lado, ao descrever como o ofertante se beneficia do amor de Deus, Malafaia nos diz:

Se Deus ama, Deus protege. Se Deus ama, Deus guarda. Se Deus ama, Deus supre.

Certamente isto é verdade. Mas este não é o único aspecto do amor de Deus e não parece ser estes aspectos que estão em vista neste texto. Paulo dá uma outra perspectiva no próximo versículo:

(2Co 9:8) E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;

É deste versículo que o pastor Malafaia retira sua “lei total do favor de Deus” e onde ele explica que “graça é o favor imerecido, benevolente, amoroso de Deus para o homem”. Para ele esta graça atua na vida material, na vida emocional e na vida espiritual, que por sua vez, é exemplificado nas curas, vitórias espirituais, resolução de problemas financeiros e emocionais. No entanto, Paulo nos diz a finalidade para a qual esta graça de Deus abunda: “a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra”.

O versículo, portanto, é ainda mais amplo do que a interpretação que Malafaia dá a ele, e aqui é interessante o emprego da palavra suficiência (αὐτάρκεια), ou seja, um estado de ter o que é adequado3. Isto indica que Deus dá sua graça com o objetivo de termos apenas o que nos é suficiente em tudo. Tendo esta suficiência, poderemos abundar em toda a obra. Sendo assim, não podemos entender esta graça dada como um contrato de prosperidade financeira proposto por Deus ao crente. Devemos entender aqui que Deus não deixaria o ofertante passar necessidade por ajudar os pobres.

É interessante notar que há apenas dois lugares na Bíblia onde αὐτάρκεια é usada. O outro uso da nos revela um texto altamente relevante para a discussão da prosperidade:

(1Tm 6:3) Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,

(1Tm 6:4) é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas,

(1Tm 6:5) disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro;

(1Tm 6:6) e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento (αὐτάρκεια).

(1Tm 6:7) Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar;

(1Tm 6:8) tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.

(1Tm 6:9) Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.

(1Tm 6:10) Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

Aqui em 1 Timóteo 6 vemos a mesma palavra sendo usada por Paulo para combater a cobiça de alguns, que, como os defensores da teologia da prosperidade, faziam da piedade fonte de lucro. Paulo no entanto mostra que o nosso lucro é a piedade com contentamento. Nosso contentamento é ter alimento e vestuário.

Voltando a 2 Coríntios 9, Paulo confirma no versículo 9 que Deus não deixará o ofertante em necessidade:

(2Co 9:9) conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.

Onde fica bem claro que o tema do capítulo é uma oferta aos pobres, não à igreja. Aqui, justiça está sendo empregada com o sentido de cumprir as expectativas de Deus não especificamente expressas em ordenanças4. Deus sempre lembrará da generosidade de alguém pelo pobre, como o próprio Jesus fez questão de dizer (Mt 10:42; Mc 9:41). É desta mesma justiça que o apóstolo continua falando no versículo 10:

(2Co 9:10) Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.

Aqui há, portanto, uma promessa de que Deus irá realmente suprir o ofertante de modo que ele não passe nenhuma necessidade. No entanto, quando o apóstolo fala de multiplicar as sementes, estaria ele falando que o ofertante seria próspero materialmente? Afinal de contas, é isto que o pastor Malafaia dá a entender com sua “lei da multiplicação”. Pelo uso da palavra “suficiência” no versículo 8, isto porém não é necessário. Mas é interessante que o apóstolo fala de um enriquecimento no próximo versículo:

(2Co 9:11) enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus.

Aqui Paulo fala de um enriquecimento “em tudo”, assim como no versículo 8 a suficiência era “em tudo”. Aqui Malafaia vê uma “lei da abundância” refletida na palavra “enriqueceis”, mesmo que Paulo estivesse tratando de suficiência no versículo 8. No entanto, o enriquecimento aqui, seja qual for a natureza dele, possui um propósito. O enriquecimento é “para toda a liberalidade”, ou seja, para toda generosidade. Em outras palavras, Paulo aqui está reiterando aquilo que foi dito no versículo 10: Deus nos dá o suficiente para nosso sustento, bem como para sermos generosos (Ef 4:28; Hb 13:16). Então, se o versículo 11 fala de alguma abundância, ele fala que esta abundância existe para que o ofertante possa ser generoso. A riqueza existe para ser compartilhada, não para ser individualizada.

O que acontece quando esta generosidade é praticada? Paulo nos diz aqui que tudo isto é revertido em ações de graças a Deus. Como se dá isto? Paulo completa:

(2Co 9:12) Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus;

(2Co 9:13) visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;

(2Co 9:14) enquanto eles, pela oração por vós, demonstram o ardente afeto que vos têm, por causa da superabundante graça de Deus que há em vós.

(2Co 9:15) Graças a Deus pelo seu dom inefável.

A caridade glorifica a Deus por que todos veem que são os discípulos de Cristo, por puro amor, que ajudam aqueles em necessidade. E vendo estes discípulos agindo assim, quem não daria graças a Deus? E da mesma forma, os irmãos que são ajudados também oram pelos irmãos que foram generosos, demonstrando o amor que existe dentro da igreja.

Aqui então termina o capítulo 9 e o tema das ofertas aos irmãos de Jerusalém. Uma vez compreendido o que nos é comunicado pelo texto e comparando com a interpretação que dele faz o pastor Malafaia, podemos agora partir para as considerações finais.

Conclusão

Várias vezes durante sua mensagem, o pastor Silas Malafaia pediu que seus ouvintes “duvidassem, criticassem e determinassem”. Partimos então da dúvida, procedendo com a crítica acima. Agora é o momento de determinar. Afinal de contas, o texto de 2 Coríntios 9 é o “melhor compêndio sobre o assunto” da oferta?

Vimos que o texto está falando não da oferta feita na igreja para ajudar o ministério de um pastor que não presta contas a ninguém, mas sim, de uma oferta feita de maneira clara e organizada de irmãos interessados em ajudar irmãos pobres de outras igrejas. Repare que a oferta de 2 Coríntios 9 não é para evangelizar descrentes nem para financiar ministérios de evangelização de qualquer espécie. Há um denominador comum aqui que é a oferta em si, mas o tipo de oferta que é diferente.

Muito do que está presente na oferta aos irmãos pobres de Jerusalém pode ser aplicado às ofertas nas igrejas atuais. É verdade que o ofertante hoje deve ofertar livremente e por amor. É verdade que o ofertante deve ofertar aquilo que lhe sobra. E de certa forma também é verdade que mesmo na oferta para a igreja o ofertante recebe bênçãos, não necessariamente materiais, já que ajuda sua igreja a pagar suas despesas. Podemos obter deste texto princípios gerais de uma oferta.

No entanto, há princípios neste texto que o defensor da teologia da prosperidade não está preocupado em defender. Por exemplo, o princípio da igualdade presente em 2 Coríntios 8:14. A igreja está preocupada em exortar aqueles que têm em abundância a compartilhar com os irmãos mais pobres? Se o patrimônio da igreja tem sobras maiores que os bens de alguns membros, ela se dispõe livremente e de puro amor a compartilhar o seu excesso de arrecadação para que todos seus fiéis tenham igualdade de condições?

E o exemplo do princípio da suficiência? A igreja não deveria manter somente aquilo que ela precisa, compartilhando o resto com os irmãos? Não deveria ela confiar que Deus lhe suprirá toda e qualquer necessidade?

Este texto, muito mais do que o melhor compêndio sobre ofertas, é uma grande lição para todos os cristãos. Ele nos ensina e exorta a sermos caridosos, generosos, solidários. O pastor Malafaia no entanto o transforma em um incentivo para a busca da prosperidade solitária. São mensagens completamente diferentes que nos são propostas. Sendo assim, duvidamos, criticamos e determinamos rejeitar a mensagem pregada pelo pastor Silas Malafaia. Aquela que Paulo pregou, inspirado pelo Espírito Santo, é que representa a mais pura verdade.

Notas

1. O vídeo do desafio pode ser visto aqui:

2. João Calvino, Comentário de 2 Coríntios, Editora Fiel, páginas 231 e 232.
3. Definição extraída da BDAG (A Greek-English Lexicon of the New Testament and other early Christian Literature, de Frederick William Danker e Walter Bauer), página 152.
4. Definição extraída da BDAG, página 248.
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Comentários  

 
0 #36 RE: Sil bdsm porn as Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9Gustavo 28-03-2015 11:49
Olá, cristão.

Antes de mais nada, fico bastante desapontado com a declaração "já esperava tamanha atitude do autor do blog", uma vez que já conversamos sobre este mesmo assunto por outros meios e você mesmo acompanha há um bom tempo este site para perceber que eu sempre publico os comentários que não possuem ofensas. Você sabe também, pelas mesmas conversas, que meu tempo tem sido muito reduzido, e por isto mesmo demoro às vezes para acessar o site e aprovar os comentários. Fico portanto bastante chateado com esta declaração, pois só agora pude ver seu comentário aqui, seguido deste segundo.
Fico ainda mais desapontado com a declaração "Não sei como as outras falsas difamações -sobre ele supostamente ter traído a mulher dele, ser maçom, dentre outros foram olvidadas pelo autor, no objeto do texto", como se eu tivesse o costume de difamar pessoas sem provas, mesmo depois de tanto tempo acompanhando este site. Até mesmo no momento que cometi um erro assim, eu voltei atrás e pedi desculpas para a pessoa. Por que alguém espera que eu publique calúnias? Fiz algo para merecer esta expectativa?
Não costumo fazer propaganda de minhas ações a favor do Evangelho, por que tenho comigo que a glória deva ser dada apenas a Deus, e só a Ele. Fazer uma boa ação visando visibilidade é exatamente a atitude que Cristo condenou nos fariseus, e é o tipo de coisa que eu acho errado na caridade praticada, por exemplo, por espíritas.
Mas mesmo que nada do que eu faça seja visível para as pessoas, será que manter um site sobre o cristianismo, tentando explicar os vários aspectos de sua doutrina e investigar vários pontos de sua história, não é o suficiente para dizer que faço algo pelo Evangelho? Ou será que só quem sustenta hospitais e abrigos é que deve ser considerado agindo pelo Reino? Se for isto dificilmente alguém sozinho poderia ser considerado assim.

Vamos agora aos pontos que você levantou, alguns eu já tinha tratado em nossa conversa sobre isto, há um bom tempo atrás.

Me parece que você ficou bastante aborrecido com a citação de jatinhos. Nem precisava, ela não foi direcionada ao próprio Silas Malafaia, mas a todo pastor que compra jatinhos. Afinal de contas, um exemplo genérico é bem melhor do que um particular, e eu geralmente dou mais valor a este tipo de exemplo.

Citação:
Em primeiro lugar, seu texto parte da falsa premissa de que o pastor é adepto da teologia da prosperidade. Sendo conciso, eu afirmo que EM NENHUM LUGAR ELE AFIRMAR SER ADEPTO DESTA DOUTRINA HERÉTICA.Mas então, o autor pode argumentar que as atitudes dele o inclinam para ser adepto de tal doutrina.

Sobre a teologia da prosperidade e se o Malafaia é adepto desta doutrina, já conversamos sobre isto em outros meios. Eu fiz questão de te direcionar para o vídeo do desafio feito pelo próprio pastor, onde ele diz: "E eu desafio blogueiros, críticos de meia-tigela, certo, quem planta notícia em internet, invejoso, caluniador, eu vou desafiar você a assistir estes dois programas e me dizer onde é que tá(sic) meu erro teológico, sobre a teologia da prosperidade que eu prego e creio" (ênfase minha), Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=eRcNFxMjxWU.

Então, meu caro cristão, o pastor Malafaia se declara sim, adepto de tal teologia. E como então não me amparo em algo subjetivo, creio que o texto acima se torna mais válido, não?
Como eu disse em nossa conversa sobre isto, o pastor corrige apenas a visão de que dar o dízimo é dar dinheiro para o pastor. Mas ele mantém os aspectos mais problemáticos desta doutrina, de que o dízimo é o meio de se obter favor divino e felicidade, algo que fica bem claro na ênfase dele sobre a "lei da semeadura".

Citação:
Em segundo lugar, óbvio que o apóstolo Paulo estava falando em outro contexto para outros irmãos daquela época,mas e daí? Isso impede de contextualizar? Vi em um blog um raciocínio parecido, pois o rapaz afirmava que o dízimo não poderia ser dado em dinheiro porque naquela época era dado pela colheita e não em dinheiro. Queria que o apóstolo paulo falasse em ajuda de ong´s e associações,mas ele tinha que falar da época dele mesmo e isso é mais que claro.

Você está confundindo o ato de trazer uma mensagem de um outro contexto histórico para o nosso contexto, e a mudança do contexto textual. O que o texto acima se propõe é a demonstrar que Paulo está falando da ajuda aos irmãos de um modo geral, não sobre o dízimo, muito menos sobre como o dízimo é fonte de felicidade e bênçãos. Na nossa conversa você disse que isto era anacronismo, como se eu tivesse apenas mencionando que o texto não poderia ser aplicado em nossos dias. Mas como expliquei lá, a questão é totalmente outra: o texto trata de outro assunto. E mesmo em nossa conversa, eu apontei para a conclusão deste texto, que traz a aplicação deste texto no tema ofertas:

Muito do que está presente na oferta aos irmãos pobres de Jerusalém pode ser aplicado às ofertas nas igrejas atuais. É verdade que o ofertante hoje deve ofertar livremente e por amor. É verdade que o ofertante deve ofertar aquilo que lhe sobra. E de certa forma também é verdade que mesmo na oferta para a igreja o ofertante recebe bênçãos, não necessariamente materiais, já que ajuda sua igreja a pagar suas despesas. Podemos obter deste texto princípios gerais de uma oferta.

Sendo estes os pontos levantados contra minha argumentação aqui, e sendo eles respondidos, concluo aqui meu comentário.

Que Deus o abençoe.
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-1 #35 RE: Silas Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9cristão 27-02-2015 15:19
Publique apenas os comentários favoráveis ao seu texto...já esperava tamanha atitude do autor do blog...,mas pelo menos uma coisa é certa: Enquanto você está aí sentado em um criticando-o a Associação Vitória em Cristo tem sustentado abrigos,orfanat os,hospitais, restituído casamentos e famílias...já você,autor,...o que tem feito ultimamente de útil ao Reino? Tem prestado um serviço ou um desserviço ao Reino? Apenas reflita!!!! Os detratores do pastor malafaia talvez não vislumbre o lado sombrio,medíocr e e pérfido que talvez eles escondam...mas continuarei orando para a volta dos bons textos deste blog...
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-1 #34 Considerações sobre o texto.cristão 26-02-2015 22:03
Caríssimo Autor do blog,

Seu blog é reconhecido,res peitado e apreciado na seara evangélica por ter um bom nível, além de uma linguagem erudita,porém acessível.

Claro que, como qualquer outro blog, ainda necessita de melhoras,mas no geral o blog é excelente e é famoso por ter um nível totalmente diferente da grande maioria de blogs sensacionalista s que se auto-proclamam evangélicos.

Seu tom pacífico,amisto so e brando também é motivo de aplausos e encômios, o que por si só revela um diferencial que deveria ser prática entre todos os cristãos, principalmente os que utilizam a internet.

Penso que a maioria dos blogs atuais que se dizem teológicos estão muito mais a desconverter do que a converter pessoas com suas postagens,mas este foge à esta regra infeliz, devido ao seu conteúdo.

Assim, de antemão, o parabenizo pelas excelentes postagens sobre outros temas,pois andei pesquisando alguns temas no google e vim parar aqui,entretanto , achei essa postagem no mínimo infeliz e por vários aspectos teológicos e pessoais alguns dos quais eu não irei citar,mas apenas irei entregá-los às minhas orações para que jamais passe por tais difamações.

Não tenho a intenção de refutá-lo,mas apenas tecer algumas considerações e fazê-los refletir. Não pretendo defender, a priori, o pastor Silas Malafaia, até porque ele é homem e sujeito a falhas,mas pretendo sugerir que o autor no mínimo revise suas posições e mantenha o excelente nível do blog, COM A EXCEÇÃO DESTE TEXTO.

Em primeiro lugar, seu texto parte da falsa premissa de que o pastor é adepto da teologia da prosperidade. Sendo conciso, eu afirmo que EM NENHUM LUGAR ELE AFIRMAR SER ADEPTO DESTA DOUTRINA HERÉTICA.Mas então, o autor pode argumentar que as atitudes dele o inclinam para ser adepto de tal doutrina.

Concedo tal argumentação,ma s como ela se interpela da seara subjetiva e está alheia as possibilidades objetivas de provas, não será comentada a priori.

O interessante é que essa é a acusação mais comum, diante de outras mais bizarras encontradas em outros supostos blogs evangélicos, por exemplo o de que: "ele é maçom; é um gay enrustido;ilumi nati; pastor mais rico do país,filhos farristas,adúlt ero, etc", dentre outras, mas o que impressiona é que não há nenhuma declaração dele sendo favorável a tal doutrina.

O Edir Macedo,sim, já elogiou e o blog dele está repleto de considerações sistemáticas sobre esta falsa teologia,mas não há nenhuma declaração do Malafaia neste sentido.

A única afirmação dele é a de que " a bíblia é um livro de prosperidade em todas as áreas", o que não implica ser favorável a herética e falsa teologia da prosperidade.

Outrossim, a sua afirmação sobre o jatinho empobrece ainda mais o nível do texto. O pastor Malafaia já declarou seus bens e sua receita em rede nacional e já deu provas suficientes de sua idoneidade e reputação ilibada,mas espanta-me um blog desta magnitude prestando esse tipo de desserviço ao Reino.

Em segundo lugar, óbvio que o apóstolo Paulo estava falando em outro contexto para outros irmãos daquela época,mas e daí? Isso impede de contextualizar? Vi em um blog um raciocínio parecido, pois o rapaz afirmava que o dízimo não poderia ser dado em dinheiro porque naquela época era dado pela colheita e não em dinheiro. Queria que o apóstolo paulo falasse em ajuda de ong´s e associações,mas ele tinha que falar da época dele mesmo e isso é mais que claro.

Em segundo lugar, aonde o pastor nega( neste e em outros vídeos) -atenção ao verbo NEGAR-que o cristão deve ser generoso com os irmãos no quesito de dar ofertas? Posso postar inúmeras outras pregações e artigos dele dizendo justamente isto aqui?

Se o apóstolo Paulo exortava aos irmãos ofertarem e a serem generosos por que o pastor não pode fazer o mesmo? Não vi nenhuma contradição na pregação do pastor. Aliás, em outros inúmeros vídeos e artigos o próprio pastor condena a herética teologia da prosperidade e fala de generosidade e ajuda ao próximo de forma mais aprofundada e ,apesar do enfoque da pregação ser na reciprocidade e na recompensa de DEUS, o pastor jamais cita e pede para enriquecimento pessoal como o seu texto de forma perspicaz tende a caricaturar.

Quanto ao "jato" que, particularmente , foi o que mais apequenou o pior texto deste blog, com todo o respeito, pois o blog é excelente,entre tanto, é lamentável, torpe,abjeto e pueril ver um blog de um conteúdo tão excelente publicando algo desta forma.

Não sei como as outras falsas difamações -sobre ele supostamente ter traído a mulher dele, ser maçom, dentre outros foram olvidadas pelo autor, no objeto do texto...

Se o autor trouxer aqui uma prova concreta e real de que o pastor malafaia é dono de um jato (não precisa nem provar outras difamações que se encontram amiúde e alhures em outros sites, de que ele faz uma grande farra no jato, é mulherengo e beberrão...etc,mas prove ao menos de forma concreta esse fato e eu venho aqui e me retrato com o autor do blog)

Espero que o autor jamais seja difamado,pois assim ele jamais irá saber o quão é gravoso e horrendo para uma pessoa passar por isto.

Finalizando, autor do texto, que Deus o abençoe e que a prosperidade de DEUS alcance a TODAS as áreas da sua vida.
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+1 #33 oraçãoMARIO JORGE CHAMINÉ 19-02-2015 12:42
EU MARIO JORGE CHAMINÉ GOSTEI DO COMENTARIO SOBRE A OFERTA E DIZIMO, QUE BOM EU MARIO JORGE APRENDI A RESPEITO DA OFERTA. ORE POR MIM MARIO J. CHAMINÉ E O UAGNER EM LINHARES ES.
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+1 #32 RE: Silas Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9Wemer Hesbom 04-02-2015 06:43
Me lembro desse "desafio". Na época fiquei estarrecido, principalmente com a afirmação (quase com certeza nesse vídeo), de que "nossa oferta atrai a graça de Deus". Ora, se pode ser atraída por dinheiro (comprada) já não é mais graça, mas negócios!
Parabéns pela abordagem, meu irmão. Estou gostando muito do seu site. Deus continue te abençoando e te usando.
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+1 #31 RE: Silas Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9Clacioni Brandalise 28-01-2015 11:32
Muito esclarecedor. Não costumo parabenizar ninguém, mas o autor desse estudo foi usado por Deus. Explicou com uma exegese excelente sobre o assunto. Tenho a mesma opinião e espero que muitas vidas possam ser alcançadas com essa explicação. Deus nos abençoe!!
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+1 #30 RE: Silas Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9Gabriel 28-01-2015 01:38
Meu Deus , olha como esta o evangelho , totalmente errado , pastor fala de prosperodade kkkk absurdo eu sei q prosperidade , como diz o pr silas , prosperidade é ter uma boa qualidade de vida , uma vida tranquila... em fim quem disse que seguir o evangelho vc vai ter uma vida boa ? Se vc tiver pr. tem alguma coisa errada kkkk , pastor silas vc alguma vez leu na biblia q Jesus pregava sobre prosperidade? nunca vi . E outra coisa nao é teologia que forma pastor , teologo nao quer dizer merda nenhuma e muitos teologos pode ter certeza q vao para o inferno ,quem forma pastor é o proprio Jesus Cristo , lê o que paulo escreve em efesios da uma lida la . Prega mais sobre Jesus e reino e para de ficar perdendo tempo pedindo dinheiro e falando de prosperidade , ou seja para de ser um religioso que fica estragando o verdadeiro evangelho...
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+1 #29 HeresiasJean Lima 23-10-2014 11:25
Parabéns pelo estudo fundamentado em uma justa e certa exegese. E esse deve ser o caminho para combater heresias que deturpam o evangelho e que persuadem irmãos para irem pelo caminho de Balaão! Infelizmente muitos se perderam por essa estrada.
As heresias sempre foram duramente combatidas na história da igreja, seja pelos apologistas, polomistas ou qualquer outro grupo que defendia a fé cristã.
Q Deus nos livre dos falsos profetas!!!!! Q vêm com suas falsas doutrinas com o fim único de se locupletarem. Querem é fazer negócio com gente. Se acham a Receita Federal Celestial.
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0 #28 ProsperidadeRivaldo 10-10-2014 14:51
É bom bater nas pessoas sem elas ter momento algum para se defender. Isto que ele fala é o que ele acha. Cada pessoa tem o direito de falar e de pensar. Ele fala isto. Retenhamos o que é bom então e descartamos o resto.

Rivaldo
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+1 #27 RE: Silas Malafaia e a prosperidade em 2 Coríntios 9Gustavo 29-09-2014 16:59
Olá, Denys.

Agradeço seus comentários aqui, já que eles nos oferecem a possibilidade de tratar esta questão de forma ainda mais aprofundada.
Realmente, foi o pr. Malafaia que tirou parte de versículos para sua interpretação. E é por isto que tomamos cuidado de buscar o contexto, desde o capítulo anterior até o texto em questão. Esperamos com isto esclarecer o que Paulo queria ensinar.

Muitos vêm aqui questionar o objetivo do texto, mas lembramos sempre que o texto foi uma resposta a um desafio do próprio pastor. Esperamos ter dado uma resposta informativa sobre o texto, e se há alguma discordância, que ela seja feita no mesmo espírito amistoso que tentamos usar aqui...

Abraços.
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